O Livro de Eli

O Livro de Eli (The Book of Eli) é um filme dos irmãos Albert e Allen Hughes, lançado em março de 2010.

Num mundo pós-apocalíptico Eli (Denzel) é um homem solitário que, há mais de 30 anos, tenta proteger um livro sagrado que pode conter a resposta para salvação da humanidade. Nosso herói enfrentará o tirano prefeito (Gary Oldman) de uma pequena cidade perdida no meio do nada, que fará de tudo, mesmo que para isso tenha de matá-lo, na tentativa de ficar com o livro.

MadMax gospel

Se Mel Gibson nunca tivesse nos brindado com a bela obra-prima chamada MadMax, feita no final dos anos 70, esse seria um bom começo para esse formato de filme. Denzel Washington nos oferece uma oportunidade para refletir sobre uma série de fatos que nem mesmo Gibson pretendeu na época. A película traz uma abordagem profunda sobre a possível consequência de nosso infame jeito de viver, que suja e polui irresponsavelmente cada canto onde exista a presença humana. O cenário do filme mostra um mundo com pequena presença humana, já que a maior parte das pessoas morreu por causa de uma provável guerra nuclear. A pouca água que há é motivo de disputas sangrentas. É exatamente ai que Eli vai caminhar de um extremo ao outro da América para levar o livro sagrado ao seu destino final. Alguns críticos estão rotulando a produção de “MadMax Gospel” devido a sua inclinação religiosa. Não posso discordar, é claro, mas o filme tem um pouco mais para mostrar e penso que consegue. Todos sabemos que o poder das  palavras move multidões. E se você usa as palavras certas, pode mudar o mundo.

Plano sequência

Uma experiência que faz valer o filme é a deliciosa atuação de Gary Oldman (Batman Begins), já que sempre faz ótimos vilões. A outra é o plano sequência durante o tiroteio na casa do casal de velhinhos. A gente sabe que não é verdadeiro, pois seria impossível fazer tudo aquilo com apenas uma tomada de câmera. Mas, a ilusão me deixou arrepiado. “Foi irado”, diria a garotada de hoje. Talvez seja a melhor cena de troca de tiros dos últimos tempos. É um espetáculo à parte durante o filme.

Tomb Rider

Estava bom demais para ser verdade, né?! Então ai vai. Enquanto filme de aventura/ação vai tudo muito bem até o final, que sabemos ser quase previsível para muitos cinéfilos. Só que, ver a garota que acompanha Denzel durante parte de sua jornada se transformar, da água para o vinho, daquela forma, é de entristecer. Ela sai da condição de uma tímida garçonete para os auspícios de TombRider, assim, em poucos dias de bate-papo com um cara maluco, que carrega um livro estranho e só atrai confusão o tempo todo. Bom, poderíamos ter sido poupados disso. Mas, como nada é perfeito nessa vida, o jeito é relaxar e lembrar que é apenas uma ficção. Vale conferir. Nota 7!

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